CNI: Exporta­ção de baixa tecnologia é 15x maior que alta

2026-05-26
CNI: Exporta­ção de baixa tecnologia é 15x maior que alta

Um novo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela um cenário preocupante para a economia brasileira: a exportação de produtos de baixa tecnologia é 15 vezes superior à exportação de produtos de alta tecnologia. O estudo, divulgado nesta semana, destaca a dependência do país em relação à venda de commodities e produtos básicos no mercado internacional.

Embora as vendas internacionais de produtos com maior valor agregado tenham apresentado um crescimento em 2025, conforme apontado pela CNI, o ritmo é insuficiente para equilibrar a balança comercial e impulsionar o desenvolvimento industrial do Brasil. A persistência dessa disparidade demonstra a necessidade de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, a fim de agregar valor aos produtos exportados e reduzir a vulnerabilidade da economia brasileira às flutuações dos preços das commodities no mercado global.

A CNI argumenta que a falta de diversificação da pauta de exportações limita o potencial de crescimento do país e impede a geração de empregos de maior qualidade. A concentração em produtos de baixa tecnologia, como minérios e produtos agrícolas, expõe o Brasil a riscos de perdas significativas em momentos de crise econômica internacional ou de queda na demanda por esses produtos.

Para reverter esse quadro, a confederação defende a implementação de políticas públicas que incentivem a inovação, a modernização tecnológica das empresas e a qualificação da mão de obra. Além disso, a CNI ressalta a importância de fortalecer a cooperação entre universidades, centros de pesquisa e empresas, a fim de promover a transferência de conhecimento e o desenvolvimento de novas tecnologias.

O estudo da CNI serve como um alerta para a necessidade de uma mudança estratégica na política industrial brasileira, com foco na promoção da indústria de alta tecnologia e na diversificação da pauta de exportações. A superação desse desafio é fundamental para garantir um crescimento econômico sustentável e inclusivo no longo prazo.

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