PS propõe Nova Autonomia e critica atraso na Lei das Finanças Regionais
O Partido Socialista defende uma Nova Autonomia para a Madeira e critica o atraso na revisão da Lei das Finanças Regionais durante celebrações solenes.
Proposta de uma Nova Autonomia
O Partido Socialista (PS) apresentou, este domingo, uma visão renovada para o modelo de governação do arquipélago. Durante a sessão solene que assinalou o 50.º aniversário da instalação da Assembleia Legislativa da Madeira, os representantes socialistas apelaram à construção de uma "Nova Autonomia".
Este novo paradigma deve focar-se na proximidade com os cidadãos e na melhoria das condições de vida da população regional. A proposta sublinha a necessidade de um modelo de gestão que responda de forma mais eficaz aos desafios contemporâneos enfrentados pela região autónoma.
Críticas à Gestão Financeira Regional
Um dos pontos centrais do discurso foi a manifestação de descontentamento relativamente ao processo de revisão da Lei das Finanças Regionais. O PS acusou o atual executivo de permitir um atraso injustificado nesta matéria, que é considerada fundamental para a sustentabilidade económica da Madeira.
A revisão deste quadro legislativo é vista pelo partido como um elemento determinante para garantir que a região dispõe dos recursos necessários para exercer as suas competências de forma plena. A falta de progressos neste setor foi apontada como um entrave ao desenvolvimento regional.
Contexto dos 50 anos da Assembleia Legislativa
A celebração dos cinco decénios da Assembleia Legislativa da Madeira serviu de palco para este debate político sobre o futuro do estatuto de autonomia. O evento reuniu diversas figuras políticas e instituições para refletir sobre o percurso democrático da região desde a sua instalação.
Os principais temas abordados na sessão incluiram:
- A evolução das competências legislativas da região;
- O papel da Assembleia na consolidação do autogoverno;
- A necessidade de modernização das instituições regionais;
- A gestão dos recursos financeiros e a autonomia fiscal.
O debate reforça a importância de repensar as estruturas de poder e financiamento num momento em que a Madeira enfrenta novas exigências demográficas e económicas no contexto nacional e europeu.





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