Alerta da OPAS: O regresso da difteria nas Américas e os riscos da doença

2026-07-11
Alerta da OPAS: O regresso da difteria nas Américas e os riscos da doença

A Organização Pan-Americana da Saúde emitiu um alerta sobre o aumento de casos de difteria nas Américas durante as primeiras 21 semanas de 2026.

Alerta Epidemiológico nas Américas

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) comunicou uma preocupação crescente com a propagação da difteria no continente americano. Os dados recolhidos indicam uma dinâmica de transmissão que exige atenção imediata das autoridades de saúde pública em diversos países, incluindo o Brasil.

O relatório epidemiológico detalha a evolução da doença durante o primeiro semestre de 2026. A monitorização constante revela que a circulação do agente causador da doença apresenta padrões que podem comprometer a estabilidade sanitária regional se não forem contidos rapidamente.

O que é a difteria e como se transmite

A difteria é uma doença infecciosa aguda, causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae. A transmissão ocorre principalmente através de gotículas respiratórias expelidas por pessoas infetadas ao tossir ou espirrar, ou pelo contacto direto com lesões cutâneas infectadas.

Esta patologia pode afetar severamente as vias respiratórias, criando uma membrana cinzenta nas amígdalas ou na garganta que pode dificultar a respiração. Em casos graves, a bactéria liberta toxinas que podem atingir outros órgãos, provocando complicações cardíacas ou neurológicas.

Prevenção e importância da vacinação

A principal ferramenta de controlo contra a difteria é a vacinação sistemática. A imunização é essencial para manter a chamada imunidade de grupo, impedindo que o patógeno encontre hospedeiros suscetíveis para se propagar na comunidade.

  • A vacina costuma ser administrada em doses combinadas (como a DTaP ou DTP).
  • O esquema vacinal deve ser rigorosamente seguido para garantir a proteção a longo prazo.
  • A baixa cobertura vacinal em certas regiões é identificada como um fator de risco para o ressurgimento de surtos.

As autoridades de saúde sublinham que a vigilância epidemiológica e a manutenção de elevadas taxas de cobertura vacinal são os pilares fundamentais para evitar que a difteria se torne endémica novamente em áreas onde a doença tinha sido controlada.

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