OMS alerta para ondas de calor extremas na Europa e temperaturas de 43°C

2026-07-07
OMS alerta para ondas de calor extremas na Europa e temperaturas de 43°C

A Organização Mundial da Saúde avisa para o risco de mortes elevadas na Europa perante a formação de novas ondas de calor no Atlântico.

Alerta meteorológico na Europa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um aviso sobre a possibilidade de as próximas semanas serem particularmente perigosas para a saúde pública no continente europeu. O alerta surge devido à formação de uma nova vaga de calor que se desloca através do Oceano Atlântico, prometendo intensificar as temperaturas em várias regiões.

As previsões meteorológicas indicam que a Espanha poderá enfrentar condições extremas, com os termómetros a atingirem valores próximos dos 43 graus Celsius. Este cenário coloca uma pressão acrescida sobre os sistemas de saúde e as populações mais vulneráveis, como idosos e crianças.

Situação meteorológica em Portugal

Apesar da gravidade da situação nos países vizinhos, o panorama para o território nacional apresenta nuances distintas. Segundo dados fornecidos pelo IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), Portugal deverá passar por este fenómeno de forma mais moderada.

De acordo com as análises técnicas do instituto, as condições atmosféricas em território português não devem replicar a severidade extrema prevista para a Península Ibérica, mantendo-se o país fora do epicentro direto desta vaga de calor específica. O IPMA monitoriza continuamente a evolução das massas de ar para ajustar as previsões de curto e médio prazo.

Impactos na saúde pública

A OMS sublinha a necessidade de medidas preventivas para mitigar os riscos associados ao calor extremo. Entre as recomendações para enfrentar este período de altas temperaturas, destacam-se:

  • Manter uma hidratação constante ao longo do dia;
  • Evitar a exposição direta ao sol durante as horas de maior intensidade térmica;
  • Monitorizar o estado de saúde de grupos de risco;
  • Garantir a ventilação adequada dos espaços habitacionais.

As autoridades sanitárias reforçam que o aumento da mortalidade está diretamente correlacionado com a duração e a intensidade destas ondas de calor, exigindo uma resposta coordenada entre os serviços de emergência e as populações locais.

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