Suplementos: Redes Sociais Alimentam Desinformação, Alertam Médicos

Médicas de família em Portugal alertam para o crescente impacto das redes sociais na disseminação de desinformação sobre suplementos alimentares. A preocupação surge face ao aumento do número de pacientes a questionar sobre a eficácia e segurança destes produtos, muitas vezes influenciados por informações erradas encontradas online.
De acordo com as médicas, a consulta médica tornou-se um palco para discutir os efeitos de suplementos como o magnésio e a creatina, entre outros. Muitos pacientes chegam com dúvidas e expectativas baseadas em conteúdos partilhados nas redes sociais, o que dificulta a orientação adequada e pode levar a escolhas prejudiciais para a saúde.
A situação levanta um desafio para o sistema de saúde, que se vê obrigado a combater a desinformação e a promover a literacia em saúde da população. As médicas defendem a necessidade de campanhas de sensibilização e de uma maior colaboração entre profissionais de saúde e plataformas de redes sociais para garantir que os cidadãos tenham acesso a informações fiáveis e baseadas em evidências científicas.
O fenómeno não é novo, mas a facilidade de acesso à informação e a viralização de conteúdos nas redes sociais têm amplificado o problema. As médicas alertam que a automedicação com suplementos pode mascarar doenças subjacentes, interagir com medicamentos existentes ou, simplesmente, ser desnecessária e dispendiosa.
A recomendação é clara: antes de iniciar a toma de qualquer suplemento alimentar, é fundamental consultar um profissional de saúde qualificado, que poderá avaliar as necessidades individuais e fornecer orientações personalizadas e seguras. A saúde pública depende da informação correta e da tomada de decisões conscientes.


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